A lembrar tristemente tempos antigos em que não eram crianças que não eram admitidas, mas, sim, negros, judeus e cães...
A provar a existência atual de um claro preconceito contra as crianças. O que virá a seguir? Que "Não são permitidos deficientes físicos"? Ou "velhos"? Ou...?
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Continuamos com as perguntas dos académicos: Como conversar com alguém que manifesta pouca vontade de viver?
Tal como em todos os casos que envolvam relações pessoais, uma sugestão é seguir os quatro pilares:
- Afeto Incondicional;
- Escuta Ativa;
- Limites (estes devem existir, mas apenas quando temos de avisar que não vamos esconder, se houver, a intenção de se autodestruir).
- Valorização.
O que se deve fazer é…
Começarmos por perguntar o que se passa com a pessoa, o que lhe está a acontecer, mostrando o nosso interesse genuíno, e assegurando-lhe que estamos com ela e que não a abandonaremos.
Dêmos-lhe espaço para falar sem nenhum receio de que a vamos julgar e criticar.
Ouçamos com empatia, sem interromper nem dar conselhos.
Agradeçamos-lhe a sua confiança em nós e a sua coragem por falar de algo que é tão difícil.
Discretamente, procuremos reforçar a autoestima e o amor próprio da pessoa, elogiando atos e características específicas dela (mas nada de generalidades, nem de exageros que a possam levar a duvidar de que estamos a ser sinceros).
Perguntemos-lhe o que se pode fazer, neste preciso momento. Por exemplo, podemos oferecer-nos para fazer algo em conjunto com ela, a fim de abrir uma pausa que alivie o peso que a pessoa está a sentir (por exemplo, darem um passeio juntos ou outra coisa qualquer que seja do seu agrado).
No fim, podemos perguntar-lhe qual a ajuda que podemos dar e de que ela acha que precisa.
Entretanto, podemos sugerir que façamos juntos algumas respirações profundas pelo nariz. Investigações recentes mostram que este simples ato de respirar profundamente melhora a memória e o processamento das emoções.
Ministério da Saúde - SNS - Contactos e Serviços Disponíveis
https://saudemental.min-saude.pt/estou-com-pensamentos-de-suicidio-o-que-devo-fazer/
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Uma última pergunta foi feita no sentido de saber qual a validade da seguinte afirmação:
“As crianças devem ter parceiros sexuais”, dizem a ONU e a OMS
Vamos verificar, seguindo uma sucessão de critérios, desde o mais simples até ao mais moroso e complexo.
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1º Critério: Usar de bom senso
É razoável que a ONU e a OMS estejam a defender isto publicamente para todo o mundo, e nenhum país nem nenhuma das grandes religiões se insurja? Quando se está a combater os casamentos precoces de crianças em todo o mundo?
Não, não é.
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2º critério: consultar uma organização em quem se confie
Não apareceu nada do que é referido na alegação acima.
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3º Critério: Vamos verificar as fontes
Primeiro, dois sites que desmentem com factos aquela alegação:
É falso que a ONU recomende que crianças tenham parceiros sexuais
Finalmente, vamos ao relatório em questão:
Orientações técnicas internacionais de educação em sexualidade: uma abordagem baseada em evidências
(Entre parêntesis indicam-se as páginas deste relatório)
(12) As Orientações foram desenvolvidas para auxiliar autoridades de educação, saúde e outras áreas relevantes no desenvolvimento e na implementação de programas e materiais para a educação abrangente em sexualidade realizada dentro e fora da escola.
Portanto, estas Orientações são também úteis para as famílias saberem o que deve ser ensinado ou não, e como.
(13) as Orientações são de caráter voluntário, visto que reconhecem a diversidade dos diversos contextos nacionais, bem como a autoridade dos governos em determinar o conteúdo dos currículos educacionais em seus países.(16) A Educação Integral em Sexualidade (EIS) deve ser realizada em ambientes formais e não formais e possui as seguintes características:
(17) Capaz de desenvolver as habilidades para a vida necessárias para apoiar escolhas saudáveis – isto inclui a capacidade de refletir e de tomar decisões informadas, comunicar e negociar com eficácia e demonstrar assertividade. Tais habilidades podem ajudar crianças e jovens a formarem relacionamentos respeitosos e saudáveis com familiares, colegas, amigos e parceiros amorosos ou sexuais.
Como disse, o relatório visa exatamente o oposto, como se pode ver:
(30) A revisão [feita em 2016] reafirma que programas de educação em sexualidade com base em currículos contribui para:
- adiamento do início das relações sexuais
- frequência menor das relações sexuais
- quantidade menor de parceiros sexuais
- redução das práticas de risco
- aumento do uso de preservativos
- aumento do uso de anticoncepcionais
A revisão das evidências realizadas em 2016 conclui que a educação em sexualidade tem efeitos positivos
Em conclusão, aquela alegação de que "As crianças devem ter parceiros sexuais" não é verdadeira.
Infelizmente, quando as pessoas combatem ideias com recurso a mentiras,
- estão a mostrar ser imorais;
- estão a dar a ideia de que sabem que não têm razão;
- os seus pontos de vista não são levados a sério (a não ser por fanáticos);
- e acabam a oferecer a vitória ao adversário.
Na verdade, segundo um estudo de 2019 sobre moral, as pessoas que exageram a sua própria moralidade e que enfatizam a imoralidade dos outros, não têm comportamentos (principalmente, privados) a condizer – ou seja, sofrem de Hipocrisia Moral.
Entretanto, o discurso passou a ser ligeiramente mais moderado porque já não inclui aquelas mentiras declaradas, embora ainda diga outras.
A mesma pessoa agora diz:
Acabaram com a família, acabaram com o casamento, acabaram com os valores cristãos, e agora querem acabar com a inocência das CRIANÇAS 👇 Vamos permitir?
Mais uma vez, não podemos deixar de refletir que, quando começam com mentiras, descredibilizam o resto. O que é uma pena pois a questão final da inocência das crianças parece-me diferente. Esta, sim, seria importante, aqui, discuti-la seriamente.
Ora, poderíamos tê-lo feito, se não tivéssemos que lidar com as mentiras que foram ditas anteriormente. Mas, entretanto, a aula chegou ao fim.
A tod@s muito obrigado pela participação preciosa e votos de boas férias!




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