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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Alternativas aos castigos corporais

 


Voltando um pouco atrás ao que dissemos no final da aula passada, há algo que devemos evitar na medida do possível: a crítica. Porquê?

Porque qualquer tipo de comportamento crítico (por palavras ditas ou escritas, expressões não verbais, ou ações) ativa em todos os seres humanos o sistema de ameaça, com todas as consequências desagradáveis (e inúteis) que isso traz.

Por outro lado, o que nos custa elogiar?

E quando temos de fazer uma chamada de atenção à criança? Aí, é muito importante o modo como ela é transmitida à criança…

“Digo sempre às pessoas que desde o momento em que uma criança se levanta de manhã até ir dormir à noite, a missão central do dia é evitar a todo custo a humilhação.” (Dr. Mel Levine) 

Não será esta também uma regra a seguir com os adultos?

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Então, que ações nossas podem ajudar a criança a estimular os outros dois sistemas?

Como vimos resumidamente na aula passada, 
  • mostrar compreensão (em relação a ações passadas menos bem conseguidas por parte da criança), 
  • apoiar (agora e aqui, no presente), 
  • e encorajar (para o futuro) atitudes e comportamentos, positivos e construtivos (mas que estejam ao alcance da criança, a fim de não a frustrar).
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Concretamente, que alternativas a ciência propõe? Eis algumas:
  • Valorizar, elogiar e encorajar os comportamentos positivos.
  • Conversar com a criança para saber o que a está verdadeiramente a incomodar; depois, ajudá-la a resolver o problema e a ultrapassá-lo.
  • Ignorar comportamentos negativos insignificantes.
  • Quando se trate de comportamentos mais graves, usar time-outs (explicando bem à criança qual a sua finalidade, que não pode não ser a de castigo).
  • Também nos casos graves, combinar consequências, que incluam sempre que possível a reparação do mal feito.
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Façamos um pequeno exercício de empatia: vamo-nos pôr no lugar da criança, face aos castigos corporais – o que pensa ela e o que sente ela, quando os recebe? O que quer que seja, terá a ver com os seguintes três grupos:

  • A absoluta incapacidade de se defender fisicamente.
  • A impossibilidade de fugir.
  • O estado de absoluta vulnerabilidade psicológica, face às suas necessidades de crescimento e de desenvolvimento.

Quais serão estas necessidades, em concreto? É o tema da nossa próxima aula que, por impossibilidade minha na próxima semana, terá lugar só no dia 14. Até lá, tudo de bom para tod@s!

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