Voltando um pouco atrás ao que dissemos no final da aula passada, há algo que devemos evitar na medida do possível: a crítica. Porquê?
Porque qualquer tipo de comportamento crítico (por palavras ditas ou escritas, expressões não verbais, ou ações) ativa em todos os seres humanos o sistema de ameaça, com todas as consequências desagradáveis (e inúteis) que isso traz.
Por outro lado, o que nos custa elogiar?
“Digo sempre às pessoas que desde o momento em que uma criança se levanta de manhã até ir dormir à noite, a missão central do dia é evitar a todo custo a humilhação.” (Dr. Mel Levine)
Não será esta também uma regra a seguir com os adultos?
- mostrar compreensão (em relação a ações passadas menos bem conseguidas por parte da criança),
- apoiar (agora e aqui, no presente),
- e encorajar (para o futuro) atitudes e comportamentos, positivos e construtivos (mas que estejam ao alcance da criança, a fim de não a frustrar).
- Valorizar, elogiar e encorajar os comportamentos positivos.
- Conversar com a criança para saber o que a está verdadeiramente a incomodar; depois, ajudá-la a resolver o problema e a ultrapassá-lo.
- Ignorar comportamentos negativos insignificantes.
- Quando se trate de comportamentos mais graves, usar time-outs (explicando bem à criança qual a sua finalidade, que não pode não ser a de castigo).
- Também nos casos graves, combinar consequências, que incluam sempre que possível a reparação do mal feito.
Façamos um pequeno exercício de empatia: vamo-nos pôr no lugar da criança, face aos castigos corporais – o que pensa ela e o que sente ela, quando os recebe? O que quer que seja, terá a ver com os seguintes três grupos:
- A absoluta incapacidade de se defender fisicamente.
- A impossibilidade de fugir.
- O estado de absoluta vulnerabilidade psicológica, face às suas necessidades de crescimento e de desenvolvimento.
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